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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sempre ao seu lado






 http://www.youtube.com/watch?v=vsvlxxbbK5Q&feature=related

ótimo filme vale a pena assistir 

Flyball, um esporte divertido e barulhento


O objetivo do Flyball é que o cão salte alguns obstáculos e vá até uma caixa, aperte o pedal, retire a bolinha e volte correndo, saltando os obstáculos o mais rápido possível. Um time de Flyball é composto por seis cães, mas somente quatro participam das etapas e dois são reservas. As etapas deste esporte são compostas de cinco corridas contra outra equipe, também composta de quatro cães. Os cães podem ser substituídos a cada etapa disputada.Cada equipe leva consigo as caixas que os cães estão acostumados a treinar, portanto, em uma prova existem várias caixas.As caixas de Flyball são especialmente preparadas para cada cão da equipe, elas têm vários buracos onde as bolinhas são colocadas. Isso visa facilitar os cães, pois alguns viram para a direita outros para a esquerda, então, a fim de agilizar a corrida, para cada cão, as bolinhas são colocadas em um buraco estratégico. 


O alimentador das caixas é um membro da equipe, que conhece os cães, e já sabe por antecedência em qual buraco deverá colocar as bolinhas. A pista de Flyball é composta por 04 saltos. Os cães vêm correndo, pisam na caixa, liberam a bolinha e voltam correndo. A seguir vai o segundo cão e os outros sucessivamente, se revezando. A linha de largada é demarcada por células fotos elétricas. Não é permitido que dois cães da mesma equipe entrem na pista simultaneamente. Caso isso ocorra, a equipe é penalizada com a perda da etapa. Enquanto um cão está voltando, o outro já está saindo, para obter o máximo de velocidade.


Como disse no inicio, este esporte é muito divertido, mas barulhento!! Os cães ficam todos excitados esperando a hora de correr e ficam latindo o tempo todo. Os condutores incentivam demais os seus cães!


Nesta modalidade, quem faz todo o exercício é o cão, pois o condutor não pode entrar na pista, portanto qualquer pessoa, de qualquer idade, pode praticar o FLYBALL.

Como escolher a coleira para seu cão

Quando entramos em uma Pet Shop pensando em comprar uma guia e uma coleira para levar nosso cão para passear, encontramos uma imensa variedade de produtos. São guias, peitorais, enforcadores e coleiras de vários modelos, tamanhos, cores e estampas. De uma maneira geral, as mulheres preferem aqueles acessórios com lacinhos, estampas de desenhos e diversos aviamentos pendurados. Já os homens, quase sempre escolhem enforcadores e acessórios de couro com metais e amortecedores, principalmente se o cão é de porte grande.Antes de escolher os acessórios para seu cão considere principalmente sua raça, seu porte e idade, ao invés de se preocupar apenas com a estética do produto.Na verdade, o acessório mais adequado para seu cão é aquele mais simples, confortável e seguro. Veja abaixo a descrição de alguns acessórios e escolha o seu.


COLEIRA: É a melhor opção para passear com seu cão. Ela precisa ser confortável, resistente e deve estar bem ajustada no pescoço do cão. A largura deve ser compatível com o seu porte, ou seja, nem muito fina e nem muito larga. As mais recomendadas são as coleiras de nylon.



HEADCOLLAR: Se você não consegue conduzir seu cão com uma coleira simples, o headcollar é a sua melhor escolha, principalmente para cães de porte grande e gigante. O headcollar é uma coleira que envolve a cabeça e o focinho do cão, o que torna mais fácil sua condução sem machucar e nem enforcar. É uma espécie de cabresto para cachorro.

A grande vantagem desta coleira é que não há necessidade de grande força física para conduzir o cão, mesmo que seja um Dogue Alemão ou um São Bernardo. Basta fazer com que o cão acostume com a coleira e sair para passear. Existem vários fabricantes deste tipo de coleira. Siga corretamente o manual de instruções de uso dos fabricantes ou procure um adestrador que tenha experiência no uso deste tipo de acessório.
 

GUIAS: As guias de algodão, de corda, de couro ou nylon com mosquetão giratório são as mais indicadas. O tamanho mais recomendado é 1,5 m. Guias elásticas ou com amortecedores apenas amortecem o impacto e estimulam seu cão a puxar ainda mais. Guias grossas, pesadas e com metais não são práticas e são desconfortáveis para ambos. Guias muito finas são difíceis para segurar.

A guia deve ser leve e resistente mas compatível com o tamanho do cão. Evite utilizar guia retrátil pois ela estimula o cão a puxar. Para permitir uma maior movimentação do cão utilize uma guia longa de 10 metros de nylon, corda ou algodão.



PEITORAL: Pode ser uma boa opção mas apenas para cães bem pequenos. Como o peitoral estimula o cão a puxar, quanto maior o cão, maior será a dificuldade para conduzi-lo. 



ENFORCADOR: A função do enforcador durante o passeio é causar um desconforto no cão sempre que ele puxar a guia, ou seja, enforcá-lo. Existem vários modelos de enforcadores: O enforcador de elos de metal, de corda, couro e nylon são os mais comuns. Eles costumam funcionar bastante mas quando não são utilizados corretamente podem ferir o cão. Além disso, como na maioria da vezes os enforcadores são utilizados sem orientação profissional o que acaba ocorrendo é que o cão se acostuma com o desconforto do enforcador e continua puxando a guia, sendo assim enforcado o tempo todo durante o passeio.

Se mesmo assim você pretende usar enforcadores, utilize os de corda, nylon ou de couro. Estes são mais confortáveis e seguros para seu cão. O enforcador deve estar bem ajustado no pescoço do cão e a largura deve ser compatível com o seu porte, ou seja, nem muito fino e nem muito largo.

ENFORCADOR AJUSTÁVEL COM LIMITADOR: Ao contrário dos enforcadores comuns, esses enforcadores podem ser ajustados para enforcar o cão apenas até um determinado ponto, sendo assim mais seguros para seu cão. Além do limitador, o enforcamento ocorre em dois pontos diferentes do pescoço do cão, na parte de cima, reduzindo assim as chances de machucá-lo. Se realmente pretende usar um enforcador para passear com seu cão tenha certeza que essa é uma opção bem mais segura do que os enforcadores comuns.



CARRANAS: São coleiras com grampos que ferem o pescoço do cão. Quanto mais ele puxa, mais se machuca, podendo até perfurar a traqueia, portanto, na minha opinião, não devem ser usadas.

Na maioria das vezes, uma simples coleira e uma guia é tudo que você precisa para passear com seu cão. Escolha corretamente o acessório para seu cão e bom passeio!

Alguns motivos para passear com seu cachorro


Frequentemente ouvimos donos de cães duvidando e questionando a real necessidade dos passeios diários com os peludos. Não é raro a gente ouvir coisas como:- Minha casa é grande, ele tem acesso a tudo. 
- Tenho um quintal amplo, ele pode correr e brincar quanto quiser.
- Ele nunca fica sozinho em casa, sempre tem gente prá ficar com ele.
- É claro que ele pode fazer xixi em casa, o jornalzinho está sempre pronto.
- A gente sai de carro e de vez em quando ele vem com a gente.Bem, essas e outras frases fazem parte da rotina de muitos donos de cães. É claro que não fazem por mal, mas há muitos motivos importantes para levar seu peludo para passear. Com certeza ele terá uma melhor qualidade de vida em todos os aspectos.Um cachorro que tem acesso à casa toda é muito bom, mas se o único mundo que ele conhece é sua casa, prepare-se para ter um vigia tempo integral. O grande problema desses cães é que o mundo ao redor torna-se ameaçador. O cachorro só conhece sua casa e as pessoas que moram com ele, ou seja, ele não vai ser sociável o suficiente para viver em sociedade. Cada vez que ele tiver que sair ( veterinários, viagens, etc ), vai ser um estorvo para os donos, pois a atenção terá que ser dobrada e os cuidados redobrados.


A socialização do cachorro é fundamental para qualquer situação. Muda desde a maneira dele se comportar na rua ou em lugares estranhos até a maneira como ele recebe visitas em casa. Quem já passou pela experiência de visitar amigos que tenham um cachorro que não foi devidamente socializado sabe o quão desagradável se torna essa situação. Então, donos que amam seus peludos, nada como passeios diários para torná-lo amado pelos seus amigos também.


Esse é apenas um dos vários motivos. Para quem pensa que tem um quintal grande e o peludo vai correr e brincar o dia todo, más notícias. O cachorro só corre e brinca pelo quintal quando estimulado, ou seja, quando alguém fica com ele jogando bolinha, fazendo companhia e correndo, ou simplesmente, em outras palavras, obriga-o de forma gostosa a fazer exercícios. Um outro cão pode ser também estimulante, mas nesse caso você deve ter vários outros cuidados.A falta de caminhadas diárias pode tornar o cão hiperativo e destruidor. O cão tem uma energia quase inesgotável e, se ele não gastar pelo menos um pouco dessa energia nesse tipo de exercício, pode direcioná-la para outras atividades, na maioria das vezes politicamente incorretas como por exemplo destruir móveis, roer batentes, portas, mesas e cadeiras ou simplesmente correr alucinadamente pela casa correndo o risco de, além de derrubar tudo, se machucar.


Na verdade, existem inúmeras razões para tornar o passeio com o peludo parte da rotina diária de vocês, inclusive o vínculo que se fortalece quando o animal sabe que vai passear com você, que será uma atividade agradável entre ele e o dono, uma troca, um momento que eles dividem, além disso, ninguém pode negar que uma caminhada é extremamente saudável para os bípedes também.


Bem, todos os cães, independente de raça, precisam de uma dose diária de exercícios para manter a forma e a saúde. A quantidade desse exercício varia de acordo com raça, idade e tamanho.


Na verdade, conforme você for fazendo dos passeios uma rotina, você mesmo vai perceber as necessidades de vocês dois. Inclusive se você for sempre aos mesmos lugares, terá muitas trocas de experiência com outros donos que também frequentam esses mesmos lugares. Depois você vai perceber que o cachorro é um excelente relações públicas nos passeios, isso já deu até casamento...


Quando você adquire um cachorro, adquire junto uma lista de responsabilidades e uma nova rotina. Alimentação, carinho, cuidados, banhos, visitas ao veterinário, inclua nessa rotina seus passeios diários. O cachorro é resistente a variações climáticas, então nada de se acomodar porque tá muito frio ou ficar com preguiça porque tá muito calor. Com certeza seu peludo vai curtir e agradecer com muito carinho.


Bem, agora um assunto que gera muitas discussões, a coleira. Evite sair com seu cachorro solto. Eu sei que é realmente gostoso andar com o cão ao nosso lado sem guia, dá uma sensação de poder, amor incondicional, parceria e reciprocidade. Mas tenhamos sempre em mente que o cão, assim como todos os outros animais, é imprevisível. Qualquer coisa que chamar a atenção dele pode fazê-lo sair em disparada, principalmente se a "coisa" em questão for uma sedutora cadelinha no cio e seu animal for um conquistador. Pode aparecer um pequeno animal que lhe chame a atenção e, nessa hora, o instinto de caça fica mais aguçado. Pode um cachorro bravo estar passeando na guia e o seu vai dar um "oi, amigo" e sair machucado. Tudo isso sem contar a quantidade de cachorros atropelados que vemos por aí.


Se a sua reclamação é que o cachorro puxa muito e você se cansa demais, nada como um bom treinamento para fazê-lo andar ao seu lado. Procure conhecer a coleira Gentle Leader, que não deixa o cachorro puxar, não enforca o animal e ao mesmo tempo age mostrando que você é o líder da matilha, sem acabar com nossos braços. Alguns veterinários brasileiros já conhecem e indicam seu uso.


Bem, se você se animou e resolveu virar um atleta junto com seu cão, leve-o ao veterinário e certifique-se que ele não tenha nenhum problema cardiológico ou respiratório, assim como nas juntas ou ossos. De preferência avise que você vai começar com essa atividade e peça um check-up do seu companheiro.


Agora é só juntar os acessórios, colocar seu tênis mais confortável e começar e se divertir. BOM PASSEIO !!!!!!!


PS: Não se esqueça do saquinho para catar os "presentes" que nosso amigo deixa pelo caminho.

Adestramento do Cão-Guia de Cegos


A escolha do filhote


O filhote tem que ser saudável e meigo, sem ser tímido ou líder. O equilíbrio de temperamento é fundamental. O animal deve ser criado com sociabilização, ou seja, na convivência com pessoas, animais diferentes e lugares barulhentos, pois serão situações que ele enfrentará no seu dia a dia. Desde cedo, o cão deve ser ensinado a fazer suas necessidades fisiológicas (cocô e xixi) nos lugares certos.Atualmente as raças utilizadas no mundo inteiro são: retriever do labrador, golden retriever, collie (pêlo longo ou curto), boxer, bouvier des flandres e pastor alemão. Essas raças possuem temperamento, tamanho e características adequadas para a função. Entretanto, o que importa não é a raça, mas sim o CÃO.


Macho ou fêmea?


Tanto machos quanto fêmeas podem ser usados como cães guias, porém, devem ser castrados (principalmente os machos).O adestramento


A educação começa desde os primeiros dias que é a parte de sociabilização com pessoas, animais e situações inusitadas. A partir do 3o. mês, começa a obediência básica (sentar, deitar, andar junto, etc..) e a partir do 7o. mês, a obediência adiantada (adestramento na rua, obstáculos de altura, largura e travessia de sinais). Aos 12 meses se inicia o adestramento para condução inteligente, ou seja, o cão deve desobedecer uma ordem dada pelo dono, ao observar o perigo.


O treinamento do cão guia é bastante peculiar, pois o animal não vai conduzir somente em uma pista de obstáculos. Ele ter que estar apto para guiar nas ruas de uma cidade, portanto, tem que ser treinado nas ruas, conviver com uma família, conviver pacificamente com crianças e outros animais, sem se desconcentrar enquanto estiver guiando.


Na Europa, existem os "puppy-walkers", que são voluntários que criam os filhotes até estarem completamente adestrados e prontos para serem entregues aos cegos. Já no Brasil, esse tipo de serviço foi tentado, mas uma quantidade significativa de pessoas se negava a entregar os cães por terem criado um grande vínculo afetivo com o animal.


Tempo de serviço


Os cães guias podem ser usados na condução até 8 anos de idade. A partir daí, observa-se um declínio do rendimento do cão, além do cão ser considerado idoso e sujeito às doenças da idade. Ao se aposentarem, normalmente continuam com o cego, pela amizade que é criada ao longo dos anos. Já na Europa, após os 8 anos de idade, o cego doa seu cão a famílias que adotam cães guias aposentados, e adquire um novo companheiro.


Legislação


No Brasil, existe uma lei federal que permite o acesso de cães guias a todos os lugares públicos, quando em serviço.

Como escolher um adestrador?


O adestramento se faz necessário para muitas raças de cães e em situações especiais. As raças grandes são difíceis de serem conduzidas durante um passeio, e pode se tornar até perigoso passear com um cão grande que não esteja devidamente "educado". Cães que "levam" o dono para passear, assim como cães "anti sociais" que atacam outros animais ou pessoas, também são candidatos ao adestramento.Mas como escolher um bom adestrador? Infelizmente, no Brasil, a profissão de adestrador não é regulamentada, ou seja, qualquer indivíduo pode se intitular adestrador de cães. Existem excelentes profissionais, no entanto, há aqueles que, sem experiência alguma ou conhecimento mínimo sobre comportamento animal, tentam "ensinar" os cães de maneira violenta. Imagine um filhote sendo quase asfixiado pelo enforcador/coleira ou recebendo tapas para aprender os comandos. O resultado disso é um cão adulto medroso, assustado, que pode se tornar até violento. Antes que lhe batam, ele ataca...


Tenha muito cuidado ao escolher o adestrador do seu cão. Algumas dicas importantes:Bater é um estímulo negativo e seu cão obedecerá por medo. Recompensar é um estímulo altamente positivo e seu cão obedecerá por prazer. Na hora de escolher o profissional, procure conversar e saber sobre a experiência dele e os métodos que usa. Certamente você saberá diferenciar um "entendido" de um bom profissional.


 Seu cão deve demonstrar afeição pelo adestrador. Se o cão é independente, mas demonstra medo do profissional, há grandes chances dele estar sendo maltratado durante as aulas.


 Acompanhe sempre que possível as aulas de adestramento. De nada adianta seu cão obedecer somente ao adestrador. O profissional consciente ensina o cão e o dono. Sim, o dono também precisará ser "adestrado" para saber dar ordens ao seu cão.


 As escolas de adestramento são uma boa opção. Nesse caso, grupos de animais, juntamente com seus donos, participam de aulas coletivas ou individuais. A vantagem do adestramento coletivo é que o cão aprende a conviver com outros animais (socialização).


 Violência durante o adestramento poderá estragar irreversivelmente o temperamento do cão. Não aceite esse tipo de método durante as aulas do seu animal.


 Existem muitos métodos de adestramento modernos que se baseiam em estudo do comportamento dos cães. O uso do "clicker" (estímulo auditivo acompanhado de recompensa pelos acertos), tem excelentes resultados.


 Lembre-se que o adestramento é feito a três: você, o adestrador e o cão. Deve haver um entrosamento entre o dono e o profissional para que o resultado seja positivo. Se você não for participativo, não culpe o adestrador se o cão não quiser obedecer você.


 Adestramento de ataque só é feito em casos especiais, quando necessário, por profissionais bastante experientes. O cão de guarda já possui um instinto natural de defesa do seu território. Não queira tornar seu cão uma "máquina mortífera". A "máquina" pode causar acidentes graves.


 Você pode tentar adestrar seu cão sozinho, mas desde que bem orientado. Não siga os conselhos de leigos no assunto. Manter o cão preso para torná-lo um bom cão de guarda é um grande erro, assim como bater nele com jornal ou esfregar seu focinho nos dejetos, só o assustarão.


Certa vez, andando pelas ruas, vi um adestrador batendo num cão. Apesar dos meus protestos, o indivíduo ainda achava que tinha razão. Pobre cão e pobre dono que sequer imaginava o que seu animal passava durante as aulas de adestramento. Não cometa o mesmo erro. Adestre seu cão, é necessário, mas com um profissional. Não o confie a um "entendido".

Noções sobre adestramento


O adestramento dos cães deve ser iniciado no momento em que o filhote chega em casa. O cãozinho precisa aprender o significado de comandos como "Não", "Muito Bem", "Aqui", etc. Isso evitará que ele tenha problemas comportamentais na fase adulta, como a agressividade. Com o adestramento, o cão vai entender que 'manda' e isso é importante para se estabelecer uma hierarquia.Você pode optar pela ajuda de um adestrador para orientá-lo. Procure ter referências sobre o profissional que irá contratar. Há pessoas não qualificadas que ensinam os animais com métodos violentos, o que será desastroso para o caráter do cão. O adestrador deve ter noções básicas sobre o estudo do comportamento dos cães. É importante que depois de algumas aulas, você comece a acompanhar o adestramento, ou seu cão apenas obedecerá o adestrador. Existem bons livros que ensinam você a educar o filhote, compreender a sua linguagem e até adestrá-lo. Indicamos alguns no final deste artigo.


O adestramento do animal, seja feito por você ou um profissional, NÃO INCLUI:
 Bater no cão;
 Prendê-lo a maior parte do tempo, seja na corrente ou canil, a fim de que ele se torne um animal bravo ou um bom cão de guarda;
 Deixá-lo sozinho o dia todo e longe do contato com pessoas da casa;
 Provocar o animal.


Jamais use esses métodos, isso só fará com que seu animal desenvolva agressividade desnecessária e se torne um cão incontrolável, trazendo perigo para os próprios donos.URINA E FEZES no lugar certo:


Para ensinar o cão a fazer o xixi e cocô no lugar certo, temos que usar uma linguagem que ele entenda. De nada adiantará broncas longas, 'sermões' e muito menos violência, porque o cão não entenderá nada e ficará mais confuso. Esqueça aquela história de esfregar o focinho do cachorro no tapete em que ele fez xixi ou bater nele com jornal. Isso não funciona, só deixa o cachorro assustado, mas ele não entende o que fez de errado.


No começo, deixe o filhote numa área restrita (uma lavanderia, por exemplo) toda forrada com jornal. O espaço não precisa ser muito grande e vai variar com o tamanho do filhote. Deixe o cãozinho a maior parte do tempo nessa área e tire-o somente para brincar. Obrigatoriamente, ele fará suas necessidades sobre o jornal e ficará condicionado. Vá aumentando aos poucos o acesso do cão às outras partes da casa, a medida em que você percebe que ele já procura o jornal e consegue encontrá-lo quando está "apertado".


Depois dessa etapa, tanto para filhotes como cães adultos, proceda assim: quando ele fizer as necessidades fora do jornal, diga "não" com voz mais séria, leve-o até o jornal e diga "aqui". Mas é importante que o "aqui" seja dito com voz amiga e você o acaricie. Ele deve associar: xixi fora do jornal = bronca, voz séria; xixi no jornal = carinho, voz amiga. Sempre que ele acertar, faça festa. Mas lembre-se que os machos urinam em vários pontos da casa para marcar território. Nesse caso, apenas a castração resolverá.


Assim que o filhote começar a frequentar as ruas, em pouco tempo se acostumará a fazer as necessidades fisiológicas fora de casa. E você, como um cidadão consciente, levará um jornal ou saquinho para recolher das ruas as fezes de seu cão, não é mesmo? Leia Campanha anti caca


OBEDIÊNCIA:


Não permita que o cão rosne ou avance nas pessoas. Repreenda-o usando a palavra "NÃO" e segurando-o firmemente pela pele da parte de atrás do pescoço. Jamais demonstre medo ao animal. O cão deve compreender bem a hierarquia da casa, saber quem é que manda, e ser submisso aos donos, respeitando-os.

sábado, 9 de outubro de 2010

Cuidados com os cães em dias muito quentes

Em dias muito quentes e abafados, as pessoas procuram aliviar a sensação de calor com roupas leves, banhos, bebidas geladas, etc.. Mas você já parou para pensar como se sentem os cães nesses dias? Recobertos pela pelagem, seria como se você estivesse vestindo um casaco de inverno em pleno verão... Por esse motivo, devemos tomar alguns cuidados com nossos animais durante as épocas quentes
Cães e gatos, além da pelagem, que piora a sensação de calor, não possuem glândulas de suor, ou seja, eles não suam como as pessoas. O mecanismo da sudorese faz com que a temperatura do organismo diminua. Sem esse recurso, os animais ficam de boca aberta no calor, ofegando, isto é, fazendo com que o ar frio entre e resfrie seu corpo. Quanto mais ofegantes estão, mais calor estão sentindo.Com essas 'desvantagens', dá para concluir que os animais podem passar maus momentos com o calor extremo. As raças de cães muito peludas e adaptadas a invernos rigorosos sofrem ainda mais, pois além da pelagem e a falta de glândulas de suor, possuem uma camada de gordura sob a pele, para protegê-los do frio.


Para garantir o bem-estar dos animais no verão, passamos algumas dicas:


1. Deixe água fresca e, se possível, resfriada (não gelada), no bebedouro do cão. Vá trocando durante o dia. Alguns cachorros costumam bater as patas dentro do recipiente de água para se molharem quando está calor. Não há problemas nisso, mas observe sempre para que o cão não fique sem água.


2. Não passeie com o animal nos horários quentes do dia. Além do calor, ele pode queimar as patas no piso. Leve-o para a rua em momentos mais frescos (início e final da tarde) e ande em lugares sombreados.


3. JAMAIS deixe o cão preso dentro do carro, mesmo se os vidros ficarem semi abertos. O animal pode superaquecer e passar mal.


4. Não use focinheiras fechadas para passear com o cachorro. Se tiver que utilizá-las, opte por modelos arejados que permitam que o cão fique com a boca aberta em seu interior.


5. Se a raça de seu cão pode ser tosada, diminua bastante a pelagem dele durante o verão. Nessa hora é mais importante o bem-estar de seu animal do que a beleza.


6. Quem mora em regiões quentes nunca deve optar por raças adaptadas ao inverno (Husky siberiano, Malamute do alaska, Bernese, etc..). Mas se já fez essa escolha, seu cão pode necessitar de ar-condicionado ou ventilador no verão para suportar o calor, caso esteja extremamente ofegante. Aqui não se trata de "cuidar de bicho como gente" e sim adequar a temperatura ambiente àquela que o animal possa suportar.


7. Observe que o local onde o cachorro fica tenha sempre uma parte sombreada durante o dia, independente da casinha de cachorro. Esta é um local extremamente quente para o cão ficar sob o sol.


8. Atenção especial para cães que adoram a água, como os labradores. Eles podem entrar em piscinas para se refrescarem e não conseguirem sair depois, o que causa afogamento.


9. Se o seu cão estiver extremamente ofegante num dia quente, dê um banho frio para diminuir sua temperatura. Ou molhe seu corpo para refrescá-lo.


10. No caso das aves, deixe uma vasilha rasa com água, para que o pássaro possa tomar banho e se refrescar. A gaiola deve ficar sempre à sombra.


11. Pequenos roedores como hamsters podem sentir muito calor no verão. Deixe a gaiola num local fresco, sombreado e arejado durante o dia.


Os sinais que nos mostram que o animal está com muito calor são bem fáceis de observar: boca aberta e respiração ofegante, deitar-se em locais com piso frio com as patas traseiras abertas, beber muita água (nos dias quentes) e procurar sempre a sombra. Garanta que o verão seja uma época agradável para o seu melhor amigo.

Cuidados com o cão no inverno

Quando a temperatura começa a baixar, não são só os humanos que sentem frio, os animais também. Os mais afetados são os de pelagem curta. Algumas raças, como o Husky Siberiano, o Malamute do Alaska e o São Bernardo, possuem características que os fazem mais resistentes ao frio (sub pelo e maior camada de gordura sob a pele). Podemos observar que no frio, algumas doenças aparecem com maior frequência. Assim, devemos preparar nossos animais para o inverno.
O cão pode apresentar sinais clínicos que lembram muito o resfriado humano, com tosse, espirros, febre, falta de apetite e coriza. Damos o nome a esse quadro de traqueobronquite ou "tosse dos canis". Essa doença pode aparecer em qualquer época do ano, porém, há uma maior predisposição nos meses frios, pela baixa temperatura. A doença pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos e é altamente contagiosa entre os cães através do contato direto entre os animaisAlém das doenças respiratórias, os animais idosos com problemas osteoarticulares como artrose, calcificações na coluna ou hérnia de disco, passam a sentir mais dor quando expostos a baixas temperaturas. 


Choques de temperatura, como dar banho, secar o cão com secador (em casa ou pet shop) e sair em seguida com ele na rua, será prejudicial, seja ele jovem ou não.  
Aconselhamos tomar os seguintes cuidados no inverno:


 Evite banhos em dias muito frios e diminua a frequência de banhos no inverno (se possível);
 Mantenha a pelagem do animal mais comprida no inverno, evitando tosas muito baixas;
 Coloque roupa no cão de pelagem curta, caso ele se ressinta muito do frio. Existem animais que tremem de frio exageradamente! Cães grandes e gatos não toleram roupas; (leia artigo: roupinha: necessidade ou luxo?)
 Se costuma nevar em sua região, sapatos protegem as patas do cão de queimaduras causadas pelo frio;
 Há cães que, embora tenham casinha, preferem dormir ao relento ou ficar na chuva... Prenda esse animal num local abrigado nos dias muito frios ou chuvosos;
 Vacine seu cão anualmente contra a traqueobronquite, se ele frequenta locais com outros animais (pet shops, hotéis para cães, exposições);
 Quando der banho em seu cachorro, use água morna e seque-o bem. Não deixe que ele saia na rua, no mínimo por 30 minutos após o banho. Isso vale, principalmente, para cães que tomam banho em pet shop, pois o secador é extremamente quente e haverá um choque de temperatura se ele sair no frio;
 Leve seu cão para passear na rua nos horários mais quentes do dia (das 11:00 as 15:00hs);
 Aumente em 20 a 30% o alimento do seu cão no inverno. Isso não vale para cães e gatos obesos, sem atividade ou com grande tendência a ganhar peso. Todo animal tem direito a um abrigo no inverno. Na natureza, os cães selvagens podem se abrigar em tocas durante o frio.Providencie uma casinha para seu animal, caso ele viva em um quintal, ou deixe-o preso num local abrigado como garagem, lavanderia, ou mesmo dentro de casa, quando a temperatura estiver muito baixa.  Assim, quando você estiver quentinho, embaixo dos cobertores, poderá dormir tranquilo, com a certeza que seu amigão não está passando frio!

Aprenda a dar banho em seu amigão


Equipamento:
- Toalha
- Shampoo: existem vários tipos e marcas. Escolha o tipo de acordo com a cor da pelagem do seu animal ou a necessidade. Existem produtos clareadores para pelagem branca, outros específicos para pelagem escura, shampoos antialérgicos e anti pulgas (estes apenas quando o animal tiver idade superior à 6 meses). Evite usar shampoos humanos, pois eles podem causar alergias no cão ou gato.
- Condicionador: indispensável para cães e gatos com pelagem longa. Existem shampoos 2 em 1 que dispensam o uso do condicionador. Use produtos específicos para animais. 
- Algodão
- Cortador de unhas
- Pente de metal
- Pente para desembolar a pelagem
- Escova de arame
- Perfume em spray (para animais)


Frequência do banho:
Você pode começar a dar banho no seu cão ou gato a partir de 45 dias de idade, contanto que a temperatura esteja quente. Jamais banhe um filhote novo em dias extremamente frios. Há veterinários que indicam o primeiro banho quando com mais idade. SIGA A ORIENTAÇÃO DO VETERINÁRIO QUE TRATA DO SEU ANIMAL. 


O banho pode ser dado semanalmente, mas a freqüência irá depender da raça e da tolerância do animal. Se ele começar a apresentar muitos problemas de pelagem e/ou pele, você deve diminuir a frequência dos banhos.


1º Passo 



Proteja os ouvidos com chumaços de algodão.
Antes de começar o banho é importante a proteção dos ouvidos. Coloque chumaços de algodão para que a água não entre e causeotite

Se o seu animal tiver pelagem longa, escove-o muito bem e procure investigar possíveis nós na pelagem. Se existirem, tente removê-los com um pente especial (desembolador). Mas, cuidado, se você puxar os nós excessivamente irá machucar a pele do seu animal, causando feridas. Os nós mais difíceis devem ser deixados para a aplicação do condicionador.

Antes de começar, você pode cortar as unhas do seu cão ou gato. Mas
só faça isso se estiver orientado pelo veterinário e souber como fazer. Do contrário, você machucará seu amigão e as unhas poderão sangrar muito.

2º Passo 

Molhar a pelagem começando da cabeça.

Use água morna para banhar seu animal. Água fria pode ser usada no verão. A água muito quente pode queimar a pele e deixá-lo desconfortável durante o banho. A temperatura elevada também pode retirar a gordura que protege superficialmente seu cão ou gato e torná-lo predisposto às doenças de pele.

Onde você vai colocar o cachorro? Depende do que você tiver à mão: uma banheira, uma tina grande ou tanque, e até o box do seu banheiro. Use um avental plástico para não se molhar, embora seja quase impossível que você acabe todo o processo completamente seco.

Comece molhando a cabeça e pescoço (isso impedirá que eventuais pulgas subam para esses pontos, onde é mais difícil removê-las). Depois de molhado, use sabão de coco, em barra, para ensaboar e retirar toda a sujeira. Use uma escova plástica para que o sabão chegue até a pele. Ensaboe quantas vezes for necessário, até que a água saia limpa.

Nota: para que seu amigão não fuja correndo pela casa todo ensaboado, prenda-o pela coleira e guia curta em algum ponto da banheira. Nunca o deixe preso sem que você esteja por perto. Ele pode tentar pular e se enforcar!

3º Passo 

Não esquecer de manter o animal preso durante o banho.

Depois de retirada a sujeira, use o shampoo, de acordo com a necessidade do seu cão. Deixe agir por alguns segundos, enxágue bem e use o condicionador, principalmente nas franjas e nós (cães de pelagem longa).




4º Passo 

Escovar os dentes com escova de cerdas macias.

Enquanto seu cão está "de molho" no shampoo ou condicionador, feche o chuveiro e aproveite para escovar os dentes dele. Existem escovas especiais para cães, mas você pode usar uma escova infantil com cerdas extra macias. 

Alguns cães e gatos não toleram a escovação. Se for o caso do seu animal, desista antes que um dos dois saia machucado... Cuidar da higiene bucal é muito importante pois evitará a perda precoce dos dentes.

Enxague o animal abundantemente para retirar todos os resíduos - só não vale gastar água desnecessariamente. Deixe que ele chacoalhe várias vezes, pois isso facilitará a secagem. Truque: para que seu cão ou gato chacoalhe, eliminando a água dos pelos, assopre rapidamente sobre seu focinho.

5º Passo 

O soprador retira o excesso de água.

Depois de secar bem com a toalha, os petshops usam o soprador, um aparelho que lança um forte jato de ar frio sobre a pelagem, expulsando toda a água retida. Isso diminui em muito o tempo de uso do secador. Na falta do soprador, capriche na secagem com a toalha, assim você gasta menos energia elétrica e tempo com o secador.


6º Passo 
Na secagem, secador e escova.




Seque a pelagem com o secador. É claro que os petshops usam secadores profissionais, muito potentes. Se você não tiver um bom secador em casa, terá um grande trabalho e um enorme gasto de energia... Jamais use o secador muito quente ou próximo à pele do animal. Você poderá causar queimaduras!

Para secar animais de pelagem longa, deve-se usar a escova de arame. Escove os pêlos em todos os sentidos. Não esqueça de secar as patas e entre os dedos. Se quiser deixar o animal secar ao ar livre, faça isso somente se o dia estiver muito quente e ele tiver pelagem curta, do contrário ele ficará com o pêlo cheio de nós e com um cheiro bastante desagradável ("cachorro molhado"). 

Não esqueça também que, se você soltar seu cachorro molhado no jardim, ele vai querer se secar na grama ou na terra. Vai começar a correr e se esfregar no chão. Resultado: ficará mais sujo do que antes do banho! Fique de olho nele ou leve-o para passear enquanto se seca.

Finalização 

Limpe os ouvidos com algodão umedecido em álcool. Passe um perfume específico para animais, evitando a região do focinho. Na verdade, os cães detestam esses perfumes... Se o seu animal for alérgico, dispense qualquer essência.

Caso queira aplicar algum produto anti pulgas em gotas ou spray, faça isso no dia seguinte ao banho, quando pele e pelagem estarão 100% secos. 

Agora Maria Dolores está pronta!! Achou trabalhoso? Não tem tempo para fazer tudo isso? Então procure um bom petshop e deixe esse trabalhão a cargo de um profissional cuidadoso. 



Guia de cuidados com cães

Alimentação



Filhotes a partir de 45 dias de idade: ração para filhotes certamente é a melhor opção. Existem muitos tipos (secas, semiúmidas ou úmidas), sabores (carne, frango, carneiro, fígado, etc.) e marcas no mercado. Na primeira consulta, o veterinário recomendará o tipo de ração que você deverá fornecer ao filhote. A quantidade de ração a ser dada varia com a raça e o peso do animal. Os fabricantes de ração, na própria embalagem do produto, fazem a recomendação da quantidade ideal.


Mesmo que o filhote rejeite a ração, insista. Não fique tentando oferecer outro tipo de alimento como carne e arroz, isso só vai piorar. Misture ração úmida, em latinha ou sachê, junto com a ração seca para torná-la mais atrativa.


Cães a partir de 1 ano de idade: ração para cães adultos: seca, úmida ou semi-úmida, 2 vezes ao dia. Você pode misturar ração seca com ração úmida, seguindo a proporção indicada pelo fabricante.


Dicas: 
  os filhotes comem 3 a 4 vezes ao dia quando pequenos;
  os filhotes passam a comer menos à medida que vão crescendo; assim, reduza o número de refeições gradativamente. O adulto (a partir de 1 ano) come 2 vezes ao dia;
  a ração para adultos deve ser dada a partir de 1 ano de idade. O excesso de alimentação causará obesidade e inúmeros problemas ao animal;
  restos de comida, doces, massas e tudo o que não for prescrito pelo veterinário deve ser evitado, mesmo que o cão goste ou queira comer. O cão que "pede" comida da mesa dos donos deve ser repreendido ou retirado do local das refeições familiares;
  mudanças alimentares devem ser feitas gradativamente ou o animal poderá apresentar diarreia;
 cães de raças grandes devem ser alimentados 2 vezes ao dia quando adultos. Isto evita que ele coma grandes quantidades de alimento de uma vez e venha a ter uma torção do estômago.


Cálcio e vitaminas



O filhote que não recebe uma alimentação balanceada necessita de complementação de cálcio e vitaminas no primeiro ano de vida, época de crescimento muito acelerado. A falta de cálcio nessa fase causará o raquitismo. No entanto, cães que se alimentam exclusivamente de ração balanceada, de boa qualidade, podem ter as necessidades de cálcio supridas, desde que se alimentem corretamente, na quantidade indicada pelo fabricante da ração.
De qualquer forma, o veterinário que acompanhará o crescimento do cão deverá analisar o caso, o tipo de alimentação e a necessidade de cálcio e vitaminas para o animal.


Dentição

A troca de dentes se inicia com 3,5 meses de idade e termina aos 6 meses. O cão tem grande tendência a formar tártaro, o que provoca o mau-hálito e a perda precoce dos dentes permanentes. A cárie também ocorre em animais que recebem alimentos doces com frequência. Existem serviços odontológicos especializados para cuidar dos dentes do seu cão.


A higiene da boca do cão pode ser feita através de escovação. Existem escovas e pastas dentais para cães. A escovação deve ser feita 2 a 3 vezes por semana, no mínimo. Embora seja o método ideal, nem todos os cães aceitam e muitos donos não conseguem manter a frequência de escovação. A escova também pode ser substituída por um chumaço de algodão esfregado nos dentes do animal.


Pedaços de cenoura crua devem ser oferecidos entre as refeições para que o cão seja estimulado a roer, assim como ossos artificiais (couro) ou naturais (joelho de boi). O ato de roer é a escovação natural do cão, mas muitas vezes somente ela não impede o acúmulo de tártaro e o mau-hálito. Conheça um pouco dos problemas odontológicos no cão.


Banhos


A partir de 45 dias de idade, com sabão de côco e xampu neutro não inseticida (anti pulgas). Existem shampoos para cada tipo de pelagem (clara, escura, 2 em 1), assim como shampoos antialérgicos e para tratamento dermatológico (exemplo: seborreia, micoses). Raças de pelagem longa podem fazer uso de condicionadores da linha para animais para desembaraçar a pelagem.


Caso o filhote tenha pulgas dar banhos com sabonete de enxofre. Nunca dê banhos contra pulgas utilizando produtos inseticidas em filhote com menos de 6 meses. Consulte seu veterinário quanto a tratamentos com produtos anti pulgas à venda em pet shops. Banhar o animal com água morna e colocar algodão nos ouvidos para evitar a entrada de água. (clique aqui e aprenda a dar banho no seu animal)




Cuidados com a pelagem

Escovar diariamente o animal para a retirada de pelos mortos e poeira, e verificar a presença de parasitas (pulgas, carrapatos, etc.). Raças de pelagem longa recebem uma primeira tosa aos 3 ou 4 meses, e depois periodicamente (a cada 2 meses). Manter o pelo curto no verão para evitar pulgas. Veja também, problemas dermatológicos no cão.


Cios


As fêmeas entram no cio entre 8 meses a 1 ano de idade, variando com a raça e o tamanho do animal. O cio dura em torno de 15 dias e é acompanhado de um sangramento (de leve a moderado) e aumento perceptível da região genital. Algumas fêmeas não apresentam sangramento ("cio seco"). A castração é um método muito eficaz de controle de natalidade, quando o dono não pretende cruzar a cadela. Castrada, a cadela não tem mais cios e a castração.


O macho não tem cio e torna-se apto à reprodução a partir de 1 ano. Ele pode começar a ter manifestações sexuais a partir de 3 meses de idade, principalmente quando sentir o cheiro de uma fêmea no cio. A castração também é feita no macho para que ele para de demarcar território, urinando pela casa e não fuja atrás de fêmeas.




Vermifugação:


A mãe pode transmitir vermes aos filhotes, tanto pela placenta como pelo aleitamento. Vermifugar a fêmea antes do acasalamento é uma medida preventiva para que os filhotes nasçam livres de vermes. Todos os filhotes devem ser vermifugados no seguinte esquema:


- 30 dias de idade:
1ª. dose de vermífugo
- 45 dias de idade:
2ª. dose de vermífugo
- 60 dias de idade:
3ª. dose de vermífugo

Recomenda-se exame de fezes logo que o animal chega para a pesquisa de protozoários. O veterinário irá prescrever o vermífugo para o seu cão. Animais adultos devem ser vermifugados com frequência, principalmente antes das vacinas anuais. Conheça os vermes que podem afetar seu cão: clique aqui


Existem áreas em que é comum o "verme do coração" (dirofilariose). Informe-se com o seu veterinário para iniciar um tratamento de prevenção da dirofilariose.




Vacinação


É, sem dúvida, o cuidado mais importante tanto para o filhote como para o cão adulto. Os animais devem ser imunizados antes de começarem a frequentar as ruas. Existem muitas doenças virais que podem acometer os cães e são causadoras de um grande número de mortes, principalmente nos filhotes.


Para ser vacinado, o animal deve estar saudável, sem febre ou diarreia, e previamente vermifugado. Se isso não for observado, pode ocorrer falha vacinal, ou seja, o organismo não responder plenamente à vacinação.


As vacinas que seu cão deve receber e intervalos entre as doses devem ficar a critério do veterinário que irá cuidar de seu animal. As vacinas múltipla (V8 ou V10) e anti rábica são obrigatórias em qualquer esquema de vacinação. Abaixo, um calendário para a vacinação de filhotes, com as vacinas existentes no mercado:


- 45 a 60 dias:
1ª. dose vacina múltipla*
1ª. dose vacina contra Giardia 
vacina contra a Tosse dos canis


- 21 dias após a 1a. dose:
2ª. dose vacina múltipla
2ª. dose vacina contra Giardia
- 21 dias após a 2a. dose:
3ª. dose vacina múltipla
- a partir de 4 meses de idade:
anti rábica
Este quadro mostra todas as vacinas disponíveis no mercado. Cabe ao veterinário decidir o melhor esquema para cada animal.


* cinomose, hepatite, parvovirose, 4 tipos de leptospirose, coronavirose, parainfluenza, laringotraqueíte


Cães adultos que nunca foram vacinados ou filhotes que já passaram da época de vacinação devem receber 2 doses de vacina múltipla (intervalo de 21 dias entre elas) e 1 dose de vacina anti rábica . Isso também vale para cães de procedência desconhecida, quando não se tem conhecimento ou certeza sobre o histórico de vacinação.


Além dessas vacinas, existe a imunização contra a leishmaniose ou calazar, uma importante zoonose (doença que pode ser transmitida ao homem pelo animal). Essa vacina é aplicada em regiões onde a doença é comum e deve ser antecedida de exames para detectar se o cão já tem a doença.


Não se deve vacinar filhotes com menos de 45 dias de idade, a menos que a cadela nunca tenha sido vacinada, pois as vacinas podem ser inativadas pelos anticorpos passados da mãe para a cria.



Envenenamentos

Não é raro um animal, cão ou gato, ingerir um produto que possa lhe causar intoxicação. A maioria dos princípios tóxicos causa vômitos, diarréia, dilatação ou contração das pupilas, apatia e, em casos mais graves, convulsões ou outros sinais neurológicos (incoordenação, mudança de comportamento, etc.). A intoxicação pode ocorrer também se o tóxico for absorvido pela pele. Assim, cães e gatos com ferimentos não devem receber tratamento antipulgas, carrapaticida ou acaricida (contra sarna), usando produtos inseticidas. Não deixe que o animal lamba a espuma ou a água durante o banho com esse tipo de produto.


É importante socorrer o animal imediatamente, caso se tenha observado a ingestão de um tóxico, ou quando do aparecimento de sinais clínicos que nos levem a suspeitar de intoxicação (p.ex., se houve um banho antipulgas ou carrapaticida recente, dedetização na casa ou uso de inseticida doméstico, tintas, etc.).


A indução do vômito, logo após a ingestão de produtos como inseticidas, raticidas ou plantas tóxicas é uma medida eficaz para ajudar a eliminar o veneno. Isso pode ser conseguido administrando ao animal por via oral, 5 a 10 ml de água oxigenada (3%) ou água morna com sal em intervalos de 5 ou 10 minutos. No entanto, nem sempre a indução do vômito é recomendada, como no caso de ingestão de substâncias extremamente irritantes ou cáusticas (produtos de limpeza, alvejantes, sabão em pó, etc.). Nesses casos, recorre-se à lavagem gástrica, feita na clínica veterinária.


Uma outra medida eficaz nas intoxicações é impedir que o tóxico seja absorvido pelo organismo. Para isso, faz-se uso de substâncias como o carvão ativado, misturado à água do animal. Ele se "ligará" ao veneno, impedindo que o mesmo seja absorvido. Mas essa medida só tem efeito que realizada logo após à ingestão do tóxico. O uso de diuréticos ajuda a eliminar substâncias tóxicas já absorvidas pelo organismo.


Sempre que possível, levar a embalagem do produto que, suspeita-se, tenha intoxicado o animal. Existem várias substâncias que causam sintomas semelhantes. O veterinário, conhecendo o princípio tóxico, poderá instituir um tratamento adequado.


Nunca tente tratar um animal intoxicado por conta própria ou demore para levá-lo ao veterinário. Você pode induzir o vômito caso tenha presenciado a ingestão (exceto em caso de substâncias irritantes ou cáusticas), mas leve-o à clínica, logo em seguida, para que o animal seja avaliado e fique em observação.


Em caso de suspeita de crime (tentativa de envenenamento), urina, vômito, excreções e sangue, devem ser colhidos para análise. Se houver morte do animal, fragmentos de órgãos como rim e fígado devem ser coletados e congelados para análise. A perícia, feita por um veterinário capacitado, necessitará desses elementos para emitir um laudo e concluir se houve crime.


Substâncias que comumente causam intoxicação em animais domésticos se ingeridos ou absorvidos pela pele lesada: inseticidas domésticos, carrapaticidas, produtos contra sarna, pós antipulgas, veneno contra ratos ou formigas, inseticidas para plantas, plantas tóxicas e produtos de limpeza.

Guia de Primeiros Socorros

Analise se o caso é de emergência ou urgência.


Emergência: requer medidas imediatas das quais a vida do animal irá depender. Exemplo - hemorragia, parada cardíaca e/ou respiratória, atropelamento, envenenamento, choque elétrico, afogamento, inalação de fumaça em incêndio, etc..


Urgência: são casos de menor gravidade, mas que devem ser socorridos a tempo para que o animal não tenha complicações mais graves. Exemplo: vômito ou diarréia intensos, piometra (infecção uterina nas cadelas), ausência de urina por mais de 24hs, convulsão e outros.


 seja qual for o caso, procurar manter a calma. 
Em desespero, o proprietário pode cometer erros ou não conseguir colocar em prática uma medida simples, mas importante.


 sempre avalie se o animal entrou em estado de CHOQUE. 
Este estado significa um deficiente suprimento de sangue para os orgãos vitais, e pode ser fatal.


Os sintomas do estado de choque são:


 temperatura do corpo baixa, principalmente nas extremidades como patas e orelhas
 batimentos cardíacos acelerados
 respiração acelerada
 pode ou não haver perda da consciência
 gengivas muito pálidas


O animal pode entrar em choque em casos de hemorragia grave, atropelamento, envenenamento, choque elétrico intenso, desidratação grave, queimaduras graves e outras situações de emergência.


O que fazer:


1. manter o animal deitado de lado 
2. manter a cabeça e região do tronco mais baixos do que a parte traseira do corpo. Isso garantirá que o sangue chegue ao cérebro e coração. 
3. aquecer o animal: enrole-o em um cobertor e coloque uma bolsa de água quente ou garrafa com água quente próximo ao animal, se for possível.
4. coloque a língua do animal para fora de um dos lados da boca, para garantir que a respiração não seja obstruída. 
5. estanque qualquer hemorragia (ver conduta em casos de hemorragia)


transporte ou movimente o animal delicadamente para evitar traumatismos maiores e evitar que ele sinta dores. Se possível, improvise uma maca com uma toalha grande ou cobertor.


 procure auxílio veterinário o mais rápido possível. Para isso, tenha sempre à mão o telefone e endereço do hospital veterinário com plantão 24hs mais próximo de sua localidade, ou de uma clínica veterinária bem equipada para atender emergências.


Emergências


Parada cardíaca e/ou pulmonar: podem ocorrer isoladas ou conjuntamente.


 quando ocorre: em casos de animais que receberam forte choque ao morder fio elétrico, atropelamentos, quedas ou traumatismos graves, animais cardíacos, afogamentos, etc...


 sinais: colocando a mão sobre o lado esquerdo do peito do animal, não há sinais de batimentos cardíacos e/ou observando o tórax do animal, não há movimentos respiratórios.


 o que fazer: deve-se proceder a massagem cardíaca e respiração artificial dentro de, no máximo, 5 minutos. Deitar o animal sobre o lado direito.

Respiração artificial: com a sua mão, feche a boca do animal segurando firmemente o focinho. Eleve a cabeça do animal e encoste sua boca no focinho dele (você pode usar um lenço fino para evitar o contato direto). Sopre para dentro das narinas até sentir que o peito do animal se eleva. Deite a cabeça do animal e pressione o peito dele delicadamente para que o ar saia. Em 1 minuto, repita o procedimento 8 a 10 vezes. Verifique se o animal volta a respirar. Continue a respiração artificial, caso ele ainda não esteja respirando. Alterne o procedimento com outra pessoa quando você se cansar.

Massagem cardíaca: o cão deve estar deitado sobre o lado direito. Coloque a palma da sua mão sobre o coração do animal (veja a ilustração). Faça uma pressão firme e rápida sobre a região e solte. Você deve pressionar rapidamente e soltar uma vez por segundo. No caso de cães muito pequenos ou gatos, usar as pontas dos dedos para pressionar o coração. Massagear por um minuto e observar se os batimentos cardíacos voltam.

OBS: no caso de você ter que realizar conjuntamente a massagem cardíaca e respiração artificial, faça uma seqüência de 5 ou 6 pressões sobre o coração, intercaladas por uma respiração.

Continue realizando esse procedimento a caminho do veterinário, caso o animal ainda não tenha voltado a mostrar sinais respiratórios ou cardíacos. Se você não tiver acesso rápido a um veterinário e já realizou a ressuscitação por mais de 30 minutos, sem sucesso, dificilmente o animal sobreviverá.

Dicas para fotografar animais

Para quem aprecia cães, gatos e outros bichos, não poderia existir uma profissão mais prazerosa que a de fotógrafo de animas. Você já notou as imagens incríveis de cães, gatos e aves nas embalagens de produtos, propagandas e revistas? Pois são esses profissionais os responsáveis pelas belas fotos. Certamente você já tentou 'clicar' seu animal de estimação e percebeu que para obter uma boa foto, a tarefa não é tão fácil assim.Até um fotógrafo profissional pode levar algum tempo para conseguir uma foto perfeita, mas existem alguns truques para facilitar o trabalho.


João Carlos Duarte (Johnny) é um experiente fotógrafo de animais. Ganhador do prêmio de fotografia Leão de bronze, em Cannes, no ano de 2005, é ele o autor de grande parte das imagens em embalagens de produtos do mercado pet.A LUZ
Foto quer dizer luz! Escolha um dia nublado, com céu encoberto, pois você terá uma iluminação uniforme, sem grandes variações, além de não ter um foco de luz específico, podendo ter mais liberdade para escolher o fundo.


O FUNDO
Deve estar sempre longe do cão e sem muitos elementos. Quanto mais homogêneo, melhor ficará a foto, pois o cão aparecerá em destaque.


O LOCAL
É fundamental levar o cão a um parque ou praça próximos a sua casa. Locais novos estimulam os animais.


OS CUIDADOS
É bom não alimentar o cão no dia da foto para que ele possa ficar entretido com algum petisco. Cuide dos detalhes como dar um bom banho e escovar bem a pelagem.


O MOMENTO DA FOTO
Após todos os preparativos, posicione-se e aguarde o momento da foto. Lembre-se sempre de tentar prever a reação do cão, só assim você estará com tudo preparado no momento do 'click'.


Procure nunca estressar o 'modelo', porque um animal estressado nunca irá lhe render uma boa imagem.


Se não conseguir a foto em 10 minutos, deixe o cão descansar e tente novamente pelo menos duas horas depois. Em dias de muito calor, esse tempo pode cair pela metade.


Mas caso você queira um trabalho profissional, não esqueça que seu animal também pode ter uma linda foto, e até um 'book', feitos por um fotógrafo de animais.